Trabalhando por uma nova cultura de Sustentabilidade

Apresentação

Por Marilena Lino de Almeida Lavorato

 

Em 2007, quando foi lançado o Livro BenchMais1 que reunia 85 casos de práticas de sustentabilidade selecionados em 05 edições do Programa Benchmarking Brasil e com prefácio do Dr. Paulo Nogueira Neto, primeiro Secretário (com status de Ministro) de Meio Ambiente do Brasil, vimos a importância de compartilhar conhecimento socioambiental aplicado para acelerar o desenvolvimento sustentável e transformar nosso futuro comum.

Nas palavras do Dr. Paulo Nogueira Neto, no livro e presencialmente no Dia Benchmaking, Compartilhar para Crescer, entendemos que tinhamos construído mais do que um rico acervo. Havíamos construído também um ambiente colaborativo capaz de interferir e transformar a partir da troca de experiências bem sucedidas para construção de massa crítica em sustentabiliade.

O Programa Benchmarking Brasil se mostrou uma iniciativa indispensável para acelerar o avanço técnico gerencial em importante e estratégico tema, a sustentabilidade.  E para potencializar estes benefícios junto a sociedade era necessário criar um Instituto de Pesquisa, Gestão e Capacitação Socioambiental. Nascia assim em 2008, o Instituto MAIS – Mais Atitude Instituto Socioambiental, uma instituição sem fins lucrativos com a missão de promover e fomentar a consciência socioambiental pela educação e cultura.

Desde o inicio trabalhei para que o Instituto MAIS fosse um centro de inteligência e ética que fizesse interconexões entre técnica,  inovação e educação.  E, que todo o conhecimento reunido fosse compartilhado com publico interessado e formador de opinião. A  Cultura da Sustentabilidade só será possível quando tivermos massa crítica suficiente para fazer esta transformação social tão desejada e necessária.

Em 2008, tivemos a primeira FIBoPS – Intercâmbio Internacional Pró-Sustentabilidade, um evento plural e agregador que reuniu representantes dos 03 setores da economia e de vários países para o intercâmbio das boas práticas socioambientais e a primeira edição da Revista Benchmarking e do Guia de Boas Práticas Socioambientais.  Nestes 4 anos que sucederam o Instituto MAIS com a colaboração voluntária de especialistas, pesquisadores e gestores,  implantou-se um calendário de ações que já atingiu mais de 60 mil pessoas por meio de suas publicações impressas e digitais disponíveis na internet e em eventos abertos e gratuítos. Pessoas de todo o país e do exterior tiveram contato com as boas práticas de sustentabilidade.  Palestrantes de 13 diferentes países estiveram na FIBoPS para compartilhar suas visões e percepções em temas atuais e relevantes. Especialistas, Pesquisadores, Lideranças e Gestores  debateram tendências e apresentaram caminhos e soluções para os desafios da sustentabilidade socioambiental no Brasil e mundo.

Um intenso calendário de atividades foi realizado. Foram 05  FIBoPS Internacional, 01 FIBoPS Regional e 20 FIBoPS Técnica, além de inúmeros seminários e workshops.   Em 2010 realizamos o primeiro CIBoPS –  Congresso Internacional de Boas Práticas Socioambientais e, em 2011, lançamos o livro BenchMais2 com prefácio da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e depoimento de Lester Brown, autor internacional que há mais de 20 anos escreve sobre economia verde, além de articulistas renomados. Tivemos também o  Plantão Benchmarking e monitorias especializadas com mais de 50 voluntários, em sua maioria, gestores e engenheiros  ambientais.   Frequentemente promovemos workshops, seminários, encontros técnicos e rodas de conversa, além de disponibilizar uma biblioteca com mais de 300 livros da área socioambiental e uma revistaria especializada com mais de 200 títulos.

Também fomentamos grupo de artistas e artesões que trabalham com o reaproveitamento de material em suas obras dando espaço em nossos eventos além de suporte gerencial e logístico  para exposições de arte e a EcolojaMAIS.

O Instituto Mais continuará em construção para acompanhar a dinâmica natural da vida que muda a todo instante. Mas, sua missão, esta sim, continuará intacta por muitas décadas.

De tudo que fizemos e de tudo que ainda faremos, o que mais me motiva é saber que estamos ajudando a construir uma nova cultura de sustentabilidade capaz de construir um futuro mais verde, limpo e justo.  Razão suficiente para que eu e todos aqueles que comungam deste ideal continuem a fazer do Instituto MAIS um ponto de convergência da inteligência com a ética.

 

Marilena Lino de Almeida Lavorato

Ambientalista, Fundadora e Presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto MAIS